Milhares de representantes de sindicatos de todo o país, entre eles, dos Bancários e dos Professores, de Ponte Nova e Região, estão em Brasília, nesta quarta-feira, dia 24/05, em protesto contra as reformas. Comitiva saiu ontem(23) na parte da tarde, de Ponte Nova e outra de Viçosa, rumo a Capital Federal.
“Esta grande marc
ha será um novo marco no sindicalismo brasileiro. Não podemos retroceder em nossas conquistas históricas e necessárias. A única fronteira contra o desmantelamento dos direitos trabalhistas e previdenciários são os SINDICATOS, sem estes organismos, adeus aposentadoria e condições de trabalho, adeus conquistas galgadas degrau a degrau, com sangue e muito suor”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região José Carlos.
Os Dirigentes Sindicais que estão representando milhares, ou seja, milhões de trabalhadores de todos os segmentos profissionais, que mesmo sem conhecê-los esperam pela vitória contra este projeto de reforma que é basicamente patronal, do capitalismo selvagem.
A marcha está sendo organizada pelas Centrais Sindicais e tem também, como objetivo, a renuncia do golpista Temer e a convocação de Eleições Diretas já, para Presidente, Senadores e Deputados Federais.
Crise e suspensão
As reformas trabalhista (PLC 38/2017) e da Previdência (PEC 287) tiveram seus trâmites suspensos pelos relatores das propostas logo depois da divulgação de áudios sobre uma reunião de Temer com Joesley Batista. Na segunda 22, porém, a trabalhista teve anunciado o retorno de seu trâmite pelo relator da matéria, Ricardo Ferraço (PSDB-ES).
A proposta, que representa na prática o fim dos direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), já foi aprovada pela Câmara e agora espera análise das Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
A reforma da Previdência, que na prática acaba com a aposentadoria pública no país, permanece paralisada na Câmara dos Deputados. O relator da PEC 287, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), alegou em nota que “não há espaço para avançarmos com a Reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias’.
Fonte: SBPNR

