A pandemia de Covid-19 impõe importantes desafios. Em quase um ano de crise, as desigualdades sociais e econômicas são incontestáveis. Portanto, sociedade, empresas, governos e instituições devem agir urgentemente criar um mundo mais igualitário e sustentável.
Mas, é preciso atentar. A recuperação econômica deve ser combinada com a responsabilidade social, com inclusão das pessoas em situação de vulnerabilidade. A reparação das desigualdades deve acontecer de maneira urgente.
Durante a pandemia, ficou ainda mais evidente a importância da ação governamental para proteger a saúde e os meios de subsistência da população. No Brasil, no entanto, o governo Bolsonaro não fez uma coisa nem outra. Negou e desdenhou da crise desde o início. Sem contar na irresponsabilidade e má vontade de ajudar os estados no combate ao vírus.
Em todo o mundo, por conta da crise no emprego, houve crescimento da pobreza e, consequentemente, da insegurança alimentar. O PMA (Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas) estimou que o número de pessoas que passam fome aumentaria para 270 milhões no fim de 2020, alta de 82% em comparação a 2019. De acordo com a Oxfam, isso poderia significar entre 6 mil e 12 mil pessoas morrendo a cada dia de fome.
Enquanto muitos vão para a cama com fome, as oito maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo pagaram mais de US$ 18 bilhões a seus acionistas entre janeiro e julho de 2020. A quantia é cinco vezes superior aos valores arrecadados pela ONU (Organização das Nações Unidas), em novembro passado, com a chamada para doações para a covid-19”.
Fonte: Movimento Sindical

