
Os bancos não dão um ponto sem nó. De olho na ampliação das transações via internet e, consequentemente, redução das agências físicas, a Febraban (Federação Brasileiros dos Bancos) assinou um acordo de cooperação técnica com a Polícia Federal.
O documento prevê o desenvolvimento de medidas preventivas, educativas e de repressão aos crimes cibernéticos e de ataques de alta tecnologia. Dados da Apura Cybersecurity Inteligence revelam que as ameaças eletrônicas cresceram 394% entre 2019 e 2020.
No período, foram vazadas informações de 592 mil cartões internacionais e 262 mil cartões nacionais. Com o termo, bancos e autoridades policiais devem ter um relacionamento mais próximo e de colaboração para dar mais segurança ao espaço cibernético.
A medida, sem dúvidas, é boa. O problema é que as empresas se aproveitam e, paralelamente, reduzem o número de agências bancárias, deixando milhões de pessoas na mão, sem atendimento humanizado. Para se ter ideia, desde o início da pandemia, foram fechadas 3.180 unidades.
Desta forma, os bancos reduzem custos com pessoal, transferem os serviços para os clientes e aumentam ainda mais os lucros que em dois anos de crise sanitária passou dos R$ 157 bilhões.
Fonte: Movimento Sindical
