Na tentativa desesperada de reverter as pesquisas de intenções de voto na eleição presidencial do ano que vem, Bolsonaro acaba com um dos mais importantes programas de inclusão social do país: o Bolsa Família. No seu lugar, quer lançar o Auxílio Brasil, claramente pensado para uso eleitoral. Não é à toa que termina em dezembro de 2022.
Além de excluir milhões de pessoas do programa, o Auxílio Brasil passa por cima de questões fundamentais, como as vinculações que fazem do Bolsa Família um instrumento de segurança alimentar e de suporte aos direitos das crianças às vacinas e à escola.
Tem mais. Durante quase duas décadas, o programa foi responsável por contribuir com a redução das desigualdades sociais, da pobreza e da extrema pobreza, além do combate a insegurança alimentar no Brasil. O estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que mais de 3,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema por causa do benefício. Outras 3,2 milhões passaram acima da linha de pobreza.
Agora, a indefinição sobre o Auxílio Brasil, preocupa a população. Com o fim do auxílio emergencial, cerca de 38 milhões de pessoas podem ficar desassistida. Não a toa, diariamente, a grande mídia mostra milhares de pessoas, sobretudo idosos e mulheres, em filas intermináveis para buscar informações sobre o programa.
Fonte: Movimento Sindical

